Bem vindos sinceros amigos, a maravilhosa, a fantástica, a entusiasmaste e, por que não, gratificante “BURROCRACIA”. Isso mesmo, não se trata de mais um tropeção na novíssima gramática tupiniquim, muito menos o acaso de um insano destino, mas sim algo muito comum na rotina do “ordeiro e laborioso” povo brasileiro.
Sinceramente, eis aqui mais um trabalhador digno e respeitador da tão saudosa ordem, eis aqui também mais um desempregado, mais um professor indignado, mais um “PSS”. PSS, Processo Seletivo Simplificado, o qual - acredito eu do alto da minha ignorância -, teria por objetivo, SIMPLIFICAR o processo de seleção de professores para atuar na rede publica de ensino. Contudo, acredito que devido a já citada “burrocracia” – mostro tão temido pelas classes mais humildes -, a letra “S” de simplificado deveria ser trocada, dando lugar a outras letrinhas mágicas, como: “A” de anacrônico, “B” de Burro, “C” de cretino, “D” de descaso, “E” de excludente, “F” de F.D..., “G” de grotesco, “H” de hipócrita, e assim por diante. O fato é que o PSS 2009/2010 demonstrou a face do monstro, revelou uma Secretaria de Educação despreocupada tanto com alunos quanto com professores, e uma série de Núcleos regionais omissos, complacentes com o descaso.
Pois bem caros “PSS” e demais cidadãos campesinos, a nós ordeiros e laboriosos professores substitutos restaram apenas dois caminhos: no primeiro podemos retirar uma senha e esperar “eternamente” ate que sejamos chamados para demonstrar ou não interesse em uma das vagas da grandiosa “casa do trabalhador”. Ou talvez a segunda, e não menos digna posição, que implica em acalmar-se, se colocando a mercê do tempo, aguardando calmamente que seu nome seja chamado na listagem 2010.
E, obviamente, não importando qual seja a sua escolha jamais se esquecer de cantarolar nosso hino, e dançar a dança do desempregado. Dança meu povo, dança... E vai levando um pé na bunda vai/Vai por olho da rua e não volta nunca mais/E vai saindo vai saindo sai/Com uma mão na frente e a outra atrás/ E bota a mão no bolsinho (Não tem nada) / E bota a mão na carteira (Não tem nada) / E bota a mão no outro bolso (Não tem nada) / E vai abrindo a geladeira (Não tem nada) / Vai procurar mais um emprego (Não tem nada) / E olha nos classificados (Não tem nada) / E vai batendo o desespero (Não tem nada) / E vai ficar desempregado... Essa é a dança do desempregado/ Quem ainda não dançou tá na hora de aprender/ A nova dança do desempregado/ Amanhã o dançarino pode ser você...
Então, vamos dançar?!
Diego Ribeiro, professor encostado por invalidez.
PS - Invalidez do Estado é claro!
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