sábado, 11 de fevereiro de 2012

Diego Castro - O Moisés Campesino, um ideal, um sonho, muitos sorrisos

Sim amigos, é uma audácia me intitular de Moisés, mas tal audácia se sustenta, pois há anos um mar separa a periferia da cultura, e como Moisés há muito iniciei o êxodo com meu povo, uma caminhada dura e muito lenta, mas em 2012 espero abrir o “mar vermelho” levando um suspiro cultural ao meu povo. Minha epifania se deu na comédia, pois as vezes minhas piadas são a única arma que tenho contra o mal.
Depois de um ano e meio de batalha, altas correrias, muito suor, muitos nãos, algumas traições, shows do teatro ao boteco, da escola ao presídio, muita coisa mudou, mas o combustível continua o mesmo, dedicação, ousadia, alegria e gratidão. A palavra de ordem desse trabalho é “obrigado”. Agradeço pela dedicação, agradeço pelas pessoas que cruzam meu caminho, agradeço pelos trabalhos que surgem, agradeço quando subo e desço do palco. Minha crença é simples, “muito obrigado” não custa nada, mas vale muito!
Após parar de me esconder atrás dos “benefícios” que a mediocridade da carteira assinada me dava, abracei meu sonho e tracei metas grandiosas. Adotando a filosofia do “faça você mesmo” produzi integralmente todos os meus shows, responsável por cada etapa do processo. Os apoios foram poucos, mas todos de extrema importância.
Em outubro de 2011 lancei meu show solo “Herói ou Rebelde”, teatro super lotado, estavam disponíveis 141 lugares, mas 187 pessoas compareceram. Haviam pessoas nas escadas, nos corredores, pessoas em pé, a energia do público foi contagiante, 78 minutos de adrenalina e muitas risadas.
A partir de então a missão era tirar o show da gaveta e levar ao público. Não importava onde, quando, que horas, não importava nada, eu queria apenas contar minhas piadas, me divertir e divertir o público.
Em novembro aconteceu o FENATA – Festival Nacional de Teatro -, evento no qual fiz 20 apresentações em 7 dias, me apresentei para um total de 5000 mil pessoas, diferentes classes sociais, cores, idades, crenças, uma coisa os unia durante os 50 minutos do meu show, o riso.
Durante o momento do riso todos são iguais, e partindo desse pressuposto comecei a perceber que o FENATA havia me possibilitado levar ao riso a pessoas que na maioria das vezes tinham o direito de sorrir cerceado devido a sua cor, classe social e, principalmente, pelo caráter elitista que a comédia stand up ganhou no Brasil.
É fácil encontrar comediantes fazendo shows com ingressos a 80, 100, 120 reais, algo totalmente surreal para um país em que o salário mínimo mal dá para alimentar uma pessoa. Sendo assim, meu objetivo é fazer um show bom e com preço acessível. Muitos podem pensar, “ah, isso é fácil porque você não é famoso”. Não, isso é fácil porque eu tenho vontade, porque eu cresci na vila catando bola na valeta, cresci tendo a Globo e o futebol na rua como únicas opções de entretenimento, ou seja, nasci e cresci no meio do povo, fui povo, sou povo, e hoje levo ao meu povo um “artigo de luxo” que também é direito deles.
Isto posto meus nobres, eu sou Diego Castro, esse é meu ideal e diferencial, agora durmam com um barulho desses...

*Estou a procura de apoiadores/patrocinadores para colocar em prática o projeto “Terra do nunca – A comédia dos que só tem o riso”. Tal projeto visa levar o show “Herói ou Rebelde” para as periferias dos Campos Gerais sendo aplicado o IS (Ingresso social), no qual o valor varia entre 1 e 3 reais. Mais informações sobre o projeto entre em contato pelo email: contato@diegocastrodc.com.br . Toda e qualquer ajuda é valida para levarmos a cultura ao nosso povo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Rafinha Bastos, um nazista judeu?



Rafinha Bastos hoje é visto por muitos como um porco, um idiota sem noção, um oportunista que se aproveita de polêmicas para ganhar popularidade e muita coisa pior. Depois de dizer que comeria a pseudo cantora e seu bêbe, e fazer piadas com deficientes e estupradores, perguntou eu a vocês, seria Rafinha Bastos um nazista judeu?
Sei, o título desse post está tão diabólico quanto nosso querido amigo Rafinha, aliás, diabólico pra quem?
Rafael Bastos Hocsman, humorista e ex-apresentador do CQC, é um dos precursores e, porque não, um dos responsáveis pela popularização da stand up comedy no Brasil. Rafinha lançou em 2011 o DVD A Arte do Insulto, o qual a partir de 31/01/2012 foi proibido de ser comercializado, devido ao fato da Apae - Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais – ter movido uma ação alegando que o humorista faz piadas de cunho discriminatórios referente aos deficiente físicos e mentais.
Em decisão emitida pelo Diário Oficial da Justiça de São Paulo, Rafinha terá o prazo de até 20 dias para tirar o DVD de circulação, caso contrário estará sujeito a uma multa de R$ 20 mil por dia. Ah, e o melhor, a cada citação a Apae ou aos deficientes lhe custará mais 30 mil mangos.
O que me deixa estarrecido – além do valor das multas é claro - é saber que a piada nem de longe é ofensiva, e ainda pior que tal piada vem sendo feita desde 2004. Ou seja, foram necessários 8 anos para que a direção da Apae se sentisse ofendida pela piada.
Tal decisão da justiça paulista é arbitrária e altamente arrogante, e a postura da Apae é vergonhosa e oportunista. Vejamos, Rafinha perde em primeira estância para a neta de “Chico”, e logo na sequência a Apae resolve processá-lo, eu posso ate imaginar o dialogo dos diretores responsáveis pela ação.

Diretor A - hei, você viu que o Rafinha perdeu e vai ter que pagar 100 mil reais?
Diretor B - opa, claro que vi, mas o que tem isso?
Diretor A - Você viu que no DVD dele tem uma piada da nossa instituição?
Diretor B - vi sim, me caguei de rir... (muitos risos)
Diretor A - haha, eu também, esse Rafinha é muito foda, adoro ele! (muitos, muitos risos).
Diretor B - e aquela piada do “Raça negra”, cara se eu fosse do grupo já tinha processado ele pra ganhar um grana...
Diretor A - então, falando em processar...

Eu disse que a postura da APAE foi oportunista, mas que fique claro que não estou falando de toda a Apae nem de seu trabalho - o qual respeito muito -, mas sim de seus diretores, os quais com certeza vão levar algum por fora com essa historinha pra boi dormir.
O que me preocupa é o número de pessoas que acham que a Apae está certa, e me enoja ver pessoas fazendo críticas mirabolantes, e sentando no próprio rabo. Em Ponta Grossa, não posso citar nomes, mas eu dava aula em uma escola do estado onde vi o DIRETOR fazendo piadas sobre os alunos especiais da escola, e o pior, alguns professores caíram na gargalhada achando lindo. Hoje pela manhã, vi duas professoras que estava rindo nesse dia, criticando um post no facebook sobre o Rafinha, chamando-o de imbecil, cretino, aproveitador, dizendo que ele desrespeitou pessoas que são muito especiais. Minha vontade era de mandar as duas tomar bem no meio do cu delas, duas filhas da puta que se cagaram de rir quando o diretor fez suas piadinhas cretinas. Minhas queridas, se vocês estiverem lendo esse post, vão à merda, vocês são duas hipócritas.
Minha gente, vamos parar de levar a comédia tão a sério, riam, divirtam-se, e quando forem levar a sério levem a sério a política, a educação, a saúde do nosso país, levem a sério o voto de vocês, critiquem, processem, mandem pra cadeia esse políticos corruptos que vivem nas nossas costas e que tem suas merdas mascaradas, pois enquanto vocês se preocupam com uma mera piada eles estão rindo de nós.

Mas o mestre Rafinha, já deu a resposta, confiram no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=68ydL_ZFw0Y&feature=youtu.be


*Foto de Victor Affaro, publicada na edição 56 da Revista Rolling Stones de maio de 2011. Mais detalhes sobre a foto e a revista acesse: http://www.rollingstone.com.br/edicao/56/a-graca-de-um-herege